Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007
Mais Erosão...

Não haverá por aí um "polícia de giro" (pode ser um guarda nocturno), uma vez que os nossos agentes judiciais andam distraídos, que ponha cobro a este "fartar vilanagem"? Sem mais comentários (para quê?), aqui se transcreve, para que conste, uma notícia do PÚBLICO  - MA

"Anunciou a Comissão de Coordenação Regional
Autoridades vão combater erosão costeira em dez praias algarvias 
22.01.2007 - 18h26   Lusa

As autoridades ambientais propõem-se a fazer obras em uma dezena de praias algarvias, para evitar os efeitos da erosão costeira, disse hoje fonte da Comissão de Coordenação Regional (CCDR) do Algarve.

Embora sem quantificar a parcela que caberá ao Algarve dos 300 a 400 milhões que serão investidos pelo Ministério do Ambiente na requalificação do litoral, a CCDR adianta que as intervenções em praias com falésias prevêem alimentações de areias nas praias e intervenções nas próprias arribas.
As praias com os investimentos mais vultuosos são D. Ana (Lagos), Amado, Careanos e Três Castelos (Portimão) e Senhora da Rocha (Lagoa).
Estão também previstas intervenções na Ria Formosa — no âmbito do Plano Estratégico da zona — e no âmbito das Unidades Operativas de Planeamento e Gestão, que pretendem ponderar e avaliar soluções para zonas de risco, como a Ilha da Culatra, a Ilha de Faro e Vale de Lobo.
A mesma fonte disse que as intervenções no litoral ainda estão dependentes das negociações do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), em Bruxelas.
No passado dia 12 foram demolidas quatro construções de apoio aos veraneantes na Praia de Manta Rota, na zona leste (Sotavento) da região, um ano depois das três primeiras demolições. O projecto de requalificação do litoral sotaventino vai continuar até 2009, no âmbito do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) Vilamoura/Vila Real de Santo António.
Alveirinho Dias considera que a Praia de Faro é o caso mais preocupante
O especialista Alveirinho Dias, da Universidade do Algarve, considera que a situação mais preocupante da costa algarvia regista-se na Praia de Faro, embora nos últimos anos os problemas se tenham atenuado.
Alveirinho Dias atribuiu a diminuição do desassoreamento não só ao efeito de retenção de areias da Barra de São Luís, reaberta há cerca de sete anos, mas também à diminuição da agitação marítima nos últimos anos.
Para Alveirinho Dias, os principais problemas da costa sul foram provocados pela intervenção do homem, nomeadamente na construção dos molhes de Quarteira e Vilamoura, que retêm as areias no seu movimento natural de Oeste para Leste.
Um dos efeitos dessa intervenção foi o desassoreamento acelerado da Praia de Vale de Lobo — pondo em risco um campo de golfe —, que tem sido compensado por recargas constantes de areias.
"Ao financiar em 50 por cento a reposição daquelas areias [a outra metade fica a cargo do empreendimento privado], o Estado reconhece que errou ao autorizar Vilamoura e Quarteira", observou Alveirinho Dias.
O professor lamenta que o Estado não tenha verbas para pagar as indemnizações aos proprietários a quem permitiu construir em zonas de arriba nos anos de crescimento desordenado do turismo algarvio".



publicado por MA às 04:55
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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007
Ainda não é desta que a Caparica se afunda...

Estou completamente de acordo com o AE e outros ambionautas, que aqui se têm
referido ao assunto.
Sobre isso, desde há tempos que venho manifestando a "minha revolta".
Que não tem nada de pessoal contra as gentes da Caparica, como é óbvio, nem
de outras partes da costa portuguesa.
E parece que podemos ficar relativamente sossegados, porque ainda não é desta
que a Caparica será afundada... Quando muito, apenas desaparecerá um bar,
pelos vistos, clandestino, que ainda continua por lá, pendurado nas dunas,
apenas para a fotografia!
Manuel Antunes

Bar da Costa da Caparica - TVI - 20/01/2007

----- Original Message -----
From: "Antonio E" <buho@oniduo.pt>
To: <ambio@uevora.pt>
Sent: Sunday, January 21, 2007 11:24 PM
Subject: [ambio] Areias... gelo... e "espécies....

Tudo isto é um disparate. O bar não está licenciado, o Parque de Campismo é
clandestino e nós estamos a pagar isto tudo, que, como é obvio a olho nú, irá
por água abaixo.
E isto, gostava que alguém me dissesse, é feito com areias molhadas que são,
certamente, extraídas de outros locais... de onde??
Isto e o surrealismo de andarem a "roubar" gelo (onde?) para fazer pistas de
esqui na Serra da Estrela (será que não lêem os jornais? Não ouviram falar
nas alterações climáticas), tornando este país "numa espécie de".
Boa semana
AE


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publicado por MA às 04:09
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Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2007
Mais Costa

Da AMBIO:

«O Manuel escreveu:
E Portugal não perde território: mesmo que se
afunde metade da Caparica, e não só, esse espaço ainda fica nas 12 milhas da
zona marítima exclusiva portuguesa. Como diria Lavoisier, "na natureza, nada
se cria, nada se perde, tudo se transforma"...
É a isto que eu chamo um raciocínio iluminado. Eheheh!
...
Saudações
Manuela»


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publicado por MA às 02:39
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007
De volta à Costa

Olá Carla,

Estranho (não, já não estranho nada!) que ninguém tenha ainda respondido à sua pergunta. Pela minha parte, arteficialização da costa, com paredões ou reposição de areia, não, obrigado. Apoio a terceira via: "deixar que a natureza  siga o seu curso e que o mar ganhe espaço". É tudo mais simples, mais barato e mais natural. E Portugal não perde território: mesmo que se afunde metade da Caparica, e não só, esse espaço ainda fica nas 12 milhas da zona marítima exclusiva portuguesa. Como diria Lavoisier, "na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"...

Manuel Antunes

++++++++

Da AMBIO:

"Olá, vivam :)
Já agora, aproveitando esta mensagem do Manuel Antunes, deixo aqui a 
pergunta para quem de direito possa responder.
Em situações de acentuada erosão costeira, quais as opções possíveis? 
Em conversa com  o Presidente do INAG, foi-me dito que só existem 
três soluções: artificialização da costa (os tais paredões, muralhas 
e afins), reposição da areia para sustentação do cordão dunar (opção 
que tem efeitos apenas no curto/médio prazo, sendo necessário 
proceder a nova intervenção em 3 ou 4 anos) ou deixar que a natureza 
siga o seu curso e que o mar ganhe espaço, com a consequente perda de 
território.
Deixo a pergunta aos especialistas. Há mais alguma opção que não 
esteja a ser equacionada pelos técnicos do INAG?...
Desde já, obrigada por qualquer contributo vosso.
Carla".


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publicado por MA às 23:33
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2007
De novo a Costa

As minhas felicitações pela sessão anunciada sobre a erosão na Costa da Caparica.
Como (in)voluntariamente também fui arrastado pelas marés vivas para o litoral, teria muito gosto em participar, não fossem as minhas ocupações profissionais na data prevista.
De qualquer forma, fico a aguardar as conclusões, esperando que não nos venham com mais do mesmo: mais paredões e mais areia, para mandar a água para o charco do vizinho... Naturalmente, com mais custos para todos e proveitos para poucos!
Manuel Antunes

----- Original Message -----

Da AMBIO:

"Numa ocasião em que a erosão costeira está na ordem do dia, e na sequência dos últimos acontecimentos ocorridos na Costa da Caparica, o GEOTA  organiza uma sessão com o objectivo de debater esta problemática, tendo como pano de fundo o ordenamento do território, no dia 26 de Janeiro, pelas 14:30 no INATEL -Caparica.
Neste âmbito, vimos convidar V. Ex.ª a estar presente nesta sessão, contribuindo para o enriquecimento do debate.
Agradecemos a confirmação até ao dia 24 de Janeiro.
Atenciosamente,
Lurdes Soares
(Coordenadora Nacional Coastwatch)"


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publicado por MA às 14:06
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007
Um pouco de Poesia
A Vilarinho da Furna
 
Lá no Norte
Da boa sorte
Há frio
Há neve
Há gelo
Pedras que falam
Contam histórias
Das suas glórias
E ficam quietas
Ao abrigo das setas
Num repouso profundo
E não vêm o mundo
Cheio de gelo
Cheio de neve
Cheio de frio
Tiveram má sorte
Nasceram no Norte!
 
                        Ana Raposo
                        08/11/1997
Foto de Gaspar de Jesus

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publicado por MA às 01:09
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Domingo, 14 de Janeiro de 2007
O Garrano
Rui Ferreira, no seu blog “O Cavalo” (http://o-cavalo.blogspot.com/), apresenta várias raças de cavalos. Apenas queria acrescentar aqui mais uma, que passa muitas vezes despercebida, apesar de ser referenciada desde a mais alta antiguidade. Trata-se do garrano, um cavalo que tem, muito provavelmente, os seus antepassados nos que estão representados nas grutas de Lascaux e Altamira e nas gravuras de Foz Côa.
Cornélio Tácito faz-lhe várias referências no seu Germania (http://www.ricardocosta.com/textos/germania.htm), do ano 98 da nossa era, dizendo explicitamente que “os cavalos [dos germanos] não primam pela elegância do porte nem pela agilidade e nem tampouco são treinados na variação dos movimentos (ou manobras) como é usual entre nós [romanos]. Adestram-nos a avançar em frente ou a voltar à direita, em linha tão compacta que nenhum pode ficar para trás”.
Foi esse tipo de cavalo que os nossos antepassados Búrios, um grupo dos Suevos, também descritos por Tácito, trouxeram consigo, no século V, quando se vieram estabelecer no norte de Portugal, nas actuais Terras de Bouro. E os descendentes desses cavalos por lá continuam, depois de terem participado nas lutas pela fundação de Portugal, calcorreado os caminhos de Santiago, embarcado nas naus das descobertas…, servindo, sempre com docilidade, tantos a lavradores, nobres, soldados, padres ou generais.
 
Garranos em festa,
em Stº António de Mixões da Serra,
Vila Verde - MA

 

Como se pode ler em http://www.equisport.pt/gca/index.php?id=86
“A palavra garrano deriva da raiz indo-europeia "gher", que significa "baixo, pequeno" e que originou a palavra "guerran", a palavra Galesa que significa cavalo. Na Inglaterra usa-se a palavra pónei; na Irlanda "gearron"; na Escócia "garron" e em Portugal ‘garrano’. Ao contrário do Lusitano, esta raça não foi seleccionada pelo homem - foi moldada pelo meio ambiente ao longo dos séculos. Os garranos ainda são caçados pelos lobos que vivem a sua vida selvagem na zona montanhosa que vai do noroeste de Portugal até à fronteira com Espanha”.
MA
Garranos na Serra do Gerês - MA

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publicado por MA às 15:36
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Sábado, 13 de Janeiro de 2007
Ainda a REVOLTA e não só...

Manuela Soares, na AMBIO, considerou muito justificado o meu "sentimento de revolta" pelo que se passa no litoral português. Aqui fica o seu depoimento, "in memoriam", que se agradece.

Manuel Antunes

 

"Fico sempre sem graça quando leio a desilusão nos textos dos outros.
Particularmente, até, porque compreendo o fundamento da mesma. Mais ainda, no
entanto, quando não vislumbro saída ou projecto de saída.
Eu sei que a história não se faz de maneira linear. Eventualmente haverá “males que
venham por bem” para o ambiente e para os seus defensores. Também pode
acontecer que “todos os caminhos venham a acabar em Roma” portanto Roma
chegará faça-se o que se fizer.
Chega sempre para todos também, um dia, o momento da lamúria. Expressar a dor
até alivia, evita consumir as entranhas e atrasa o desenvolvimento da úlcera.
Expressar a impotência pode ser só isso e ficar por aí. Mas pode ser mais do que isso,
ser apenas o início de um qualquer outro pensamento. Saber que estamos mal é
preciso para saber o que nos falta. Aqui já estamos a equacionar. Um dia destes, entre
as meias e as camisas, as crianças e os almoços, explodirá uma solução.
É preciso é ser positivo...
No outro dia, Manuel Antunes queixou-se das perplexidades que assolam o litoral.
Pareceu-me muito justificado o seu «sentimento de revolta». Fiquei a aguardar que
mais alguém se pronunciasse (ele, pelos vistos, também) e nada.
Desinteresse? Não
acredito. Impotência? Isso, sim. Há um qualquer sentimento de vazio, de actuação, de
esvaimento seja das ideias seja das oportunidades.
Não se poderia fazer umas manifestaçõezitas? (Hum...estou démodée, não é?) Uns
abaixos-assinados? Chatear um qualquer grupo político? Ou todos? Pressionar algum
jornalista mais resoluto? Falta cá outro Afonso Cautela? Hoje há textos e imagens em
excesso e nem os Cautelas seriam atendidos?
O que falta aos ambientalistas? Há ambientalistas ou ambientalismos? Quem é que
está no lugar errado?
Pensando positivo, as perguntas seriam: Quem é que tem obtido resultados? Quais
foram as acções que obtiveram mais dividendos? O que é que ainda não se fez?
Pela minha parte tenho a impressão que é preciso inventar outras palavras para os
temas do “ambiente”. Ambiente e ambientalismo já “foram”. Agora significam tudo. É
como “textura” e “energia”, há palavras que se esvaziaram da sua força, tal a
variabilidade de conceitos que veiculam.
São apenas palavras, dirão alguns. Eu digo que são as palavras que concretizam os
pensamentos. Para nós e para os outros. É com as palavras que se cozinham as
ideias.
Tanto as palavras como os argumentos já foram aprendidos e recauchutados para uso
dos desambientalistas. Estes têm uma estrutura forte, que mais não seja aquela forma
de pressão constante e coerente gerada pela motivação única: o dinheiro.
Tenho a intuição que é preciso saltar da mesa de jogo para fora e usar outras
palavras. As quais deveriam expressar novos pensamentos, novas maneiras de pôr as
coisas. Tal como reformular a noção de “lucro” de “economia” e de “desenvolvimento”.
“Sustentável” também podia desaparecer. Não há ninguém hoje, em Portugal, que não
concorde que sim, tudo tem que ser “sustentável”. Logo, não estamos dizendo nada.
Afinal em que é que discordamos? Procuremos a palavra Símbolo da nossa discórdia.
Para que se perceba claramente onde está a demarcação entre as diferentes
actuações. Sustentável também já “foi”.
É preciso reformular, inventar, dar de novo. E andar à frente em questões de
terminologia, modificar a cara atempadamente aos conceitos pois que eles têm
tendência a envelhecer. Até porque a «sociedade civil» tem pouco poder de destrinça,
confunde-se facilmente. 
Faltará ideologia? Eu é que não tenho preparação específica nestes temas portanto
não poderei adiantar muito mais. Mas cumpro ordens. Gosto, particularmente,
daquelas mensagens que me exortam a fazer coisas, a participar em coisas (obrigado
Pedro Jorge Pereira), alguma acção conveniente sempre me pareceu bem.
Gosto de identificar, nomear, explicitar. Saber em que posso ser útil.
Por exemplo, saber quem são os «eles» que «têm a consciência tranquila»
erradamente. O que posso eu fazer para os inquietar?
Quem são os ingénuos e os não-ingénuos que vivem «em paz com a sua santa
consciência» ou «sem estados de alma» quando deles se esperava outro
comportamento? Será de mim que estão a falar?
Sou eu que falto enlutar-me para que o «camartelo» deixe de funcionar? Engano: eu já
me sinto enlutada. O que falta, então, fazer?
Coisas concretas, por favor.
Saudações
Manuela Soares"


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publicado por MA às 17:07
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Terça-feira, 9 de Janeiro de 2007
Revolta (Cont.)

Da AMBIO:

"Penso ser importante cumprir a lei e passar multas às pessoas que
estacionam os carros nas falésias e usam as mesmas como aprendizagem de
escalada. É preciso uma campanha de informação repressiva dos infratores o
ano todo. Não sou a favor que se informe as pessoas sem multar, já que os
placares, neste sentido, existentes, desde sempre, de nada têm adiantado.

Estive lá [no Algarve] na passagem de ano, uma época bem calma, e mesmo assim vi
episódios como os descritos, que, no verão, devem ser vistos a toda a hora.
Eu, por acaso, não tive oportunidade de os denunciar na altura, o que foi
pena. Penso em fazer uma queixa neste sentido para a linha SOS ambiente (se
é que me vão atender um dia).

O problema da construção é mais grave e de difícil resolução no curto prazo,
dado os interesses envolvidos, mas precisamos também de chamar a atenção
para este assunto, a ver se as coisas melhoram.
Lúcia Fernandes"

***

Pensei que o meu "sentimento de revolta", expresso no "post" anterior e amplamente divulgado, ia criar um "tsunami" nacional para exigir responsabilidades, civis e criminais, aos governantes, autarcas, empreiteiros, privados, que andaram a destruir a costa algarvia, para benefício pessoal, e agora vêm, sem qualquer pudor nem decência, exigir os recursos financeiros de todo o Povo Português, para defender os seus interesses privados. Ingenuidade a minha, pois apenas obtive, até agora, o "feedback" da Lúcia Fernandes, cuja atenção se agradece. Afinal, o pessoal ainda consegue estar a mais milhas de distância dos "grandes desígnios nacionais" do que eu!

MA

 


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publicado por MA às 19:15
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Domingo, 7 de Janeiro de 2007
REVOLTA
O EXPRESSO acaba de publicar a notícia, abaixo reproduzida, do grande desígnio nacional: estabilizar as arribas da praia, na Costa Algarvia, em 2007. Depois dos Estádios do Euro, e não só, era esta que nos faltava: pagarmos a vida boa e à francesa (no Algarve, à inglesa) de uns tantos que andam a usufruir dos recursos de todos nós! Deixem que o mar faça a limpeza que tem a fazer, que, naturalmente, será bem feita...
Para quando um levantamento nacional a denunciar a situação, que responsabilize, civil e criminalmente, governantes, autarcas e privados, que todos os anos lançam o nosso dinheiro ao mar? Não haverá por aí alguém que queira encabeçar esse movimento? É que eu desde há muito que estou a léguas dos "grandes desígnios nacionais"!
MA
 
 Expresso, 06 de Janeiro de 2007
Zonas de  risco em 67% da costa algarvia
Estabilizar arribas de muitas praias é a tarefa mais urgente para 2007
 As praias e falésias de Lagos (praia D. Ana), Portimão (praia dos Três Castelos), Albufeira (Torre da Medronheira), Alje­zur (arribas de Odeceixe), La­goa (praia da Senhora da Ro­cha), Loulé (Vale do Lobo) e as ilhas-barreira em Faro e Olhão são os exemplos mais visíveis de problemas provocados pela ero­são e a subida do nível do mar. E, sabendo-o, o próprio Ministé­rio do Ambiente destaca, entre as suas prioridades para 2007, cerca de 30 intervenções em zo­nas de risco do litoral algarvio, dez das quais definidas como 'de grande prioridade'. Vão ser apli­cados este ano, através da CCDR/Algarve, cerca de € 1, 6 mi­lhões em defesa da costa e re­qualificação das praias.
Prioridades: praias do
Amado, D. Ana, Castelo,
Careanas e Três Castelos;
Vale de Lobo e ilhas de Faro, Culatra e Armona
 A associação ambientalista Quercus também reconhece que "o litoral algarvio está a desaparecer a um ritmo elevado". E salienta que, "em muitos lo­cais, a construção desenfreada e a acção do homem agravam ain­da mais o problema".
Vale do Lobo, Ria Formosa e ilha de Faro seriam destaques, pela negativa, nesta frente, em­bora os especialistas calculem que a percentagem de área de costa em risco já atinja os 67%. A Quercus até defende o eventual recurso às expropriações "nos casos mais críticos". De acordo com os ambientalistas, is­so "poderia significar a poupan­ça de muitos milhões no futu­ro", permitindo demolir infra-estruturas em risco e fazer a renaturalização costeira.
As intervenções no terreno fazem-se mediante Planos de Or­denamento da Orla Costeira (POOC), estando definidos os de Sines-Burgau, Burgau-Vilamoura e Vilamoura-Vila Real de San­to António, este recentemente. O problema é que a taxa de exe­cução é muito baixa, como acon­tece pelo país. Segundo uma fon­te da CCDR, a taxa de execução na sua área é de 33%.
No caso do POOC Burgau-Vilamoura, por exemplo, apenas fo­ram gastos 5.2 dos €17,8 mi­lhões previstos. E, quanto ao Vi­lamoura-Vila Real de Santo An­tónio, o último do país a ser aprovado, foram investidos só 1,1 dos €129,8 milhões previstos para todas as intervenções.
Entre as dificuldades de execu­ção dos POOC, o Ministério do Ambiente destaca "a escassez de recursos humanos, os cons­trangimentos financeiros, a in­definição das entidades respon­sáveis por algumas acções e ca­rências em vigilância, fiscaliza­ção e monitorização".
Mesmo assim, o Governo fri­sa algumas vantagens já visí­veis, nomeadamente "a conten­ção do crescimento urbano, em zonas sensíveis e de risco, e a requalificação das praias".
NUNO COUTO Jornal do Algarve
 

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publicado por MA às 01:08
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